sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Vídeo sobre colesterol e hipertensão (Painel do Coronel Paim)

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Maior parte dos infartados possui colesterol normal




Um novo estudo realizado nos EUA aponta que quase 75% dos pacientes que foram hospitalizados depois de sofrer um infarto estavam com os níveis do LDL (colesterol ruim) considerados normais -abaixo de 100 mg/dl-, o que está de acordo com as diretrizes atuais.
O estudo foi realizado na Universidade da Califórnia e publicado na edição de janeiro do "American Heart Journal". Os pesquisadores analisaram 136.905 pacientes que foram hospitalizados entre 2000 e 2006 em 541 hospitais do país.
Já existem alguns estudos brasileiros que seguem a mesma linha e apontam que em cerca de 50% dos casos de infarto o colesterol dos pacientes está normal. Por isso, os resultados americanos voltam a colocar em discussão a intenção dos cardiologistas de reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL) em pacientes que possuem fatores de risco associados, como diabetes, tabagismo, hipertensão arterial, obesidade ou hereditariedade.
Hoje, as diretrizes nacional e internacional de cardiologia apontam que um paciente sem histórico ou risco associado deve manter o colesterol ruim abaixo de 130 mg/dl. Quem tem histórico de doença cardíaca deve manter os níveis do colesterol abaixo de 100 mg/dl.
"Há algum tempo existe uma discussão para reduzir os níveis do colesterol ruim de 100 para 70. O novo valor ainda não consta das diretrizes, mas já é preconizado por muitos médicos. Quanto mais baixo, melhor", diz o cardiologista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese.
O cardiologista Ari Timerman, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) afirma que o colesterol é um importante fator de risco cardíaco, mas não pode ser olhado isoladamente nos casos de infarto. "Muitas pessoas têm outros fatores importantes associados, como doença cardíaca preestabelecida, diabetes, tabagismo, obesidade", disse.
Segundo Sampaio, embora exista a discussão sobre baixar os níveis de colesterol para pacientes com histórico, ainda há resistência porque o tratamento tem que ser obrigatoriamente medicamentoso e ainda não se sabe o limite adequado. "Será que um paciente com colesterol ruim 20 está mais protegido que o paciente que está com 70? Ou será que ele tem os mesmos benefícios?"
O cardiologista Luiz Antonio Machado César, diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Crônicas do InCor (Instituto do Coração), diz que existe risco de infarto mesmo para aqueles pacientes que tomam remédios para controlar o colesterol. "O fato de uma pessoa tratar e baixar o colesterol não significa que ela eliminou o risco de sofrer um infarto. O paciente apenas reduziu os riscos em cerca de 30%", disse.
É preciso também controlar os outros fatores associados, como diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade.
O estudo também mostrou que 54,6% dos pacientes estavam com o HDL (colesterol bom) abaixo de 40 mg/dl -o que também é ruim. Hoje, é preconizado um HDL superior a 45 mg/dl para homens e 55 mg/dl para mulheres.
"O HDL é um fator de proteção contra doenças cardiovasculares. Ele baixo é tão ruim para o organismo quanto o LDL alto", disse César.
Postado por Carlos PAIM

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os 10 Benefícios do Maracujá Para Saúde


http://www.saudedica.com.br/10-beneficios-maracuja-saude/

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O NOVO INIMIGO DO CORAÇÃO PODE SER O AMINOÁCIDO HOMOCISTEÍNA




por Antônio Marinho
da Agência Globo
 

É bom que se esqueça tudo o que já foi dito a respeito de teorias sobre o colesterol como fator de risco para o infarto. 

É que, segundo o médico americano Kilmer McCully, da Universidade de Harvard e do Massachusetts General Hospital, o maior perigo para as artérias do coração é o aminoácido homocisteína, produzido normalmente no nosso organismo.

O controle dos níveis desta substância é a chave para evitar o entupimento das artérias por placas de gordura. 

E a prevenção é simples: basta fazer uma dieta em alimentos ricos em vitaminas do grupo B, como peixe, banana, feijão, couve, ervilha, fígado, frutas cítricas e laticínios.

McCully está lançando no Brasil o livro 

O fator homocisteína (Editora Objetiva), no qual apresenta os mitos e as verdades a respeito do colesterol, além de ensinar como diminuir o risco da doença cardíaca.

Segundo o pesquisador, a deficiência de ácido fólico e vitaminas B6 e B12 leva à doença cardíaca porque aumenta o nível de homocisteína no sangue. 

E a dieta da maioria das pessoas é pobre nesses nutrientes. 

“Essas vitaminas do complexo B estão faltando em nossas dietas porque o processo e a refinação dos alimentos as destroem”, diz o cientista.

Ele acrescenta que além de dieta deficiente em vitamina B, herança genética, determinados medicamentos para tratar câncer, envelhecimento, mudanças hormonais (como menopausa), hábito de fumar, vida sedentária, diabetes e hipertensão aumentam os níveis de homocisteína.

“A elevação do colesterol é um sintoma, não a causa mais importante de doença cardíaca. 

Reduzir apenas o colesterol do sangue por meio de medicamentos não impedirá o endurecimento das artérias se o nível de homocisteína for alto. 

O colesterol e as gorduras se depositam em artérias já comprometidas pela homocisteína”, alerta McCully.

TEORIA – O médico diz que o risco de doença cardíaca tem sido associado a um elevado nível de lipoproteína de baixa densidade (LDL), o colesterol ruim, e a uma redução da lipoproteína de alta densidade (HDL), o bom colesterol. 

Mas afirma que os cientistas nunca conseguiram explicar esta teoria.

“A homocisteína é transportada pelo LDL. Portanto, é uma boa idéia baixar esta fração de colesterol, mas somente porque ela é o veículo do aminoácido. 

Porém, isto é muito difícil de se conseguir por meio de dieta, porque a maior parte do LDL é produzida no nosso próprio corpo”, afirma McCully.

De acordo com o médico americano, mesmo quem já sofre do coração pode se beneficiar de uma dieta rica em vitaminas do grupo, principalmente ácido fólico, B6 e B12, para baixar o nível de homocisteína. 

E se a pessoa consumir diariamente uma boa quantidade de legumes, verduras e frutas não precisará de suplementos vitamínicos. Mas não adianta comer frituras e ingerir os suplementos.

Um dos maiores obstáculos à redução da homocisteína é o hábito de fumar. 

O monóxido de carbono da fumaça do cigarro combina-se com uma forma de vitamina B6 (piridoxamina) presente no organismo e a torna inativa.

Também o excesso de álcool é prejudicial ao controle da homocisteína.

As pessoas que abusam de bebidas destiladas, como uísque, conhaque, gim e rum, tendem a apresentar deficiência de ácido fólico, tiamina e outras vitaminas. 

O abuso de cerveja também interfere na absorção do ácido fólico.

As bebidas que contêm cafeína devem ser consumidas com moderação, isto é, uma ou duas xícaras por dia. 

O médico lembra, ainda, que o nível do aminoácido pode aumentar em pessoas com problemas na glândula tireóide e que os médicos devem examinar com atenção essa hipótese.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Amaranto: opção nutritiva para reduzir o colesterol


Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol1 plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima2 responsável pelo acúmulo de colesterol1 no organismo.

1 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos.
Seus componentes são:
HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol.
LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol.
VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).

2 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
Amaranto: opção nutritiva para reduzir o colesterol
Pesquisas recentes mostraram que o amaranto, um dos vegetais mais importantes da América pré-colombiana, além de altamente nutritivo, é um excelente redutor dos níveis de colesterol1 plasmático através de sua fração proteica que, ao ser digerida, inibe a enzima2 responsável pelo acúmulo de colesterol1 no organismo.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Bioquímica e Propriedades Funcionais dos Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), que investiga os chamados alimentos funcionais. José Alfredo Gomes Arêas e colaboradores começaram a estudar o amaranto em 1996 para entender como a planta reduz as taxas de colesterol1. Após induzirem o aumento do colesterol1 total e do LDL3 (o chamado mau colesterol1) em coelhos, através de alimentos ricos em ácidos graxos saturados e outros compostos, os pesquisadores administraram uma dieta contendo o amaranto.

Os resultados mostraram que a fração protéica do amaranto é a responsável pela redução do colesterol1, pois as proteínas4, ao serem ‘quebradas’ na digestão5, transformam-se em pequenas cadeias de aminoácidos capazes de inibir a enzima2 responsável pelo acúmulo do colesterol1. Mas o mecanismo ainda não está completamente elucidado e a equipe continua investigando.

Em parceria com o Instituto do Coração6 (InCor) de São Paulo, foram feitos estudos com pacientes cuja taxa de colesterol1 estava elevada. A administração de amaranto, mesmo em pouca quantidade, junto com estatinas, diminuiu mais acentuadamente os níveis de colesterol1 dos pacientes. O pesquisador ressalta, entretanto, que mais estudos são necessários para que se possa avaliar a real participação do amaranto, uma vez que o número de pacientes testados era pequeno e eles também foram tratados com medicamentos.

Além da comprovada redução do colesterol1 em animais, o amaranto é naturalmente rico em proteínas4 de alto valor biológico, o que não é comum em vegetais - a maioria deles não têm alguns aminoácidos essenciais e seu aproveitamento é de 60% ou menos. A planta é ainda fonte de fibras, zinco, fósforo e cálcio biodisponível (pronto para ser assimilado pelo organismo), outro fato incomum nos vegetais. O amaranto também não contém glúten7 ou outras substâncias alergênicas em sua composição, o que o torna uma opção para os celíacos – pessoas com intolerância ao glúten7.

A equipe da USP investiga formas de consumo da planta, que tem na semente a parte comestível mais importante, já que não é um alimento que faz parte da cultura alimentícia brasileira. Ele é conhecido como um pseudocereal. A semente, quando aquecida, estoura como pipoca e está sendo utilizada para a criação de barras de cereais, musli (mistura de cereais), pães, bolachas e saladas. A idéia é introduzir a semente em alimentos para os quais o paladar do brasileiro já está acostumado, assim como foi feito com a soja.

Atualmente, alguns produtores já cultivam o Amaranthus cruentus, espécie que tem se adaptado melhor às condições climáticas brasileiras.

O amaranto é um arbusto que pode atingir até 2 metros de altura, com folhas grandes e panículas (tufos semelhantes às espigas) que concentram as sementes. As folhas podem ser cozidas como a couve. Para a produção de farinha, é necessário extrair das sementes o óleo, que tem altos níveis de ácidos graxos insaturados e também poderia ser usado na alimentação.


OBS.: o amaranto pode ser adquirido em lojas de produtos naturais ou de produtos orgânicos.
NEWS.MED.BR, 2007. Amaranto: opção nutritiva para reduzir o colesterol. Disponível em: . Acesso em: 7 jul. 2014.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Açaí: os novos poderes da superfruta

Investigado por diversos centros de pesquisa, o fruto mostra sua força na defesa do cérebro, no controle do colesterol e até na prevenção do câncer
por Patrícia Golini | design Ana Paula Megda | fotos Dercílio

O que ele tem
A quantidade de macronutrientes em uma porção de 100 gramas de açaí
Carboidratos 42,53 g
Gorduras 40,75 g
Proteínas 8,13 g


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Diz a lenda que essa frutinha roxa com até 1,5 grama foi criada por Tupã, a entidade indígena associada aos trovões, para salvar uma tribo brasileira da fome. Aos olhos da ciência, porém, o açaí tem demonstrado que sua função mais trivial é forrar a barriga da gente. Entre seus feitos confirmados em laboratório estão a criação de barreiras protetoras para os neurônios, a derrubada dos níveis de colesterol e até mesmo a redução do risco de alguns tipos de câncer. Não é à toa, portanto, que a espécie típica dos ribeirinhos do Norte do país ganhe o mundo com status de superalimento - condição que faz com que nenhum estudioso se canse de vasculhar sua composição.
Vem da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, um novo trabalho que sinaliza o potencial de ação de sua polpa sobre a preservação da massa cinzenta. Os pesquisadores observaram que o consumo regular de açaí reduz a exposição das células nervosas a processos degenerativos e inflamatórios recorrentes, fenômeno que abre caminho ao colapso do tecido cerebral.
Uma das hipóteses que buscam explicar essa façanha é a presença de substâncias antioxidantes, em especial a antocianina, que combatem os radicais livres por trás de uma série de danos ao organismo. "Os antioxidantes do açaí conseguem bloquear a formação dessas moléculas nocivas no início do processo de ataque às células", explica a especialista em tecnologia de alimentos Ediluci Tostes, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. E a fruta amazônica não causa espanto apenas pela qualidade dos seus componentes. Em 1 litro da sua polpa, há 33 vezes mais antioxidantes que o encontrado em um mesmo litro de vinho tinto, bebida famosa por conter um monte desses ingredientes que varrem da circulação os temíveis radicais livres.
Além dessa propriedade, substâncias do porte da antocianina respondem por um efeito anti-inflamatório, o que soma forças para deixar em paz as estruturas e as conexões cerebrais. Na prática, isso significa uma menor probabilidade de ocorrer um comprometimento crônico e progressivo de funções cognitivas, como a memória e a coordenação motora. "É por isso que o açaí teria uma ação preventiva contra males neurodegenerativos, caso das doenças de Par-kinson e Alzheimer", completa Ediluci.
A mesma antocianina que protagoniza benefícios ao cérebro pode afastar outro problema que ameaça tanto a massa cinzenta quanto o coração. É que sua ação antioxidante auxilia a debelar a formação de placas nos vasos sanguíneos, o que pode culminar em derrames e infartos. E é justamente esse papel protetor das artérias o que tenta provar o cardiologista Eduardo Augusto Costa, professor da Universidade Federal do Pará.
Ele dividiu a população da pequena cidade de Igarapé-Miri, no estado paraense, em dois grupos: consumidores frequentes da fruta e pessoas que não a comiam. "Descobrimos que indivíduos que a ingerem regularmente apresentam taxas mais elevadas de HDL, a fração boa do colesterol", conta Costa. "Enquanto isso, os níveis de LDL, o colesterol ruim, estavam em níveis aceitáveis e melhores do que os índices dos não consumidores da fruta", completa.
Já na Universidade de São Paulo (USP), a atenção está voltada para outra substância, que surge quando a polpa é adicionada ao leite antes da fermentação por bactérias, o que dá origem ao iogurte. "Durante esse processo, o ácido linoleico do leite é transformado em ácido linoleico conjugado, o chamado CLA", explica a farmacêutica Maricê Nogueira de Oliveira, da USP. E hoje há indícios de que essa espécie de gordura auxiliaria a impedir o aparecimento de alguns tumores, como os de pele, mama e intestino.
O CLA teria outros efeitos dignos de nota. "Sua ingestão diária poderia diminuir a massa gorda, aumentar a magra e até fortalecer o sistema imune", diz Maricê. Se as defesas estão em alta, as chances de sucesso do câncer despencam. O iogurte à base de açaí e dotado de CLA deve chegar ao mercado em breve, representando uma alternativa mais magra diante das tigelas e seus complementos engordativos vendidos por aí. Será uma nova e vantajosa opção para prestigiar a superfruta na rotina.
 
Companhias que engordam
O açaí em si é calórico, mas os outros ingredientes da tigela é que costumam transformar a receita numa bomba. Quem precisa emagrecer deve ficar atento
 
Mel 92,2 kcal (3 colheres = 30 g)
Granola 152 kcal (5 colheres = 50 g)
Banana 92 kcal (100 g)
Polpa de açaí 247 kcal (100 g)

Por que a fruta é uma campeã

Os números não mentem. Na tabela comparativa, ela desbanca outros alimentos no que diz respeito à quantidade de micronutrientes
 
Cálcio
Leite 104 mg
Açaí 330 mg

 
Ferro Feijão-carioca 1,3 mg
Açaí 4,5 mg

 
Potássio Banana 376 mg
Açaí 900 mg

 
Antocianinas
Vinho 0,1 mg
Açaí 0,4 mg

 
Zinco
Brócolis 0,2 mg
Açaí 2,8 mg